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O Inesquecível Beijo do Carnaval

Halitose Imaginária Verde

Muitas pessoas recordam-se, com saudade, de um beijo de carnaval. Entretanto, outras pessoas não tiveram a mesma sorte, pois sua saúde ficou abalada por causa de um “simples” beijo.

O esperado feriado de carnaval está se aproximando e nesta época algumas pessoas aproveitam para descansar, mas há aquelas que gostam de se divertir nos carnavais de rua, as famosas micaretas, ou nos bailes de clubes. Como em todas as festas aonde predominam a alegria e a paquera, os jovens aproveitarão para colocar em prática o hábito de “ficar”. Para aqueles que ainda não escutaram o termo ou que ainda não sabem a sua definição, vale a pena esclarecer que “ficar” quer dizer conhecer e beijar uma pessoa, ou várias, numa única oportunidade.

Esse hábito não é tão inofensivo quanto se imagina, pois num beijo pode haver a transmissão de várias doenças como: a mononucleose (doença do beijo), cárie, candidose (sapinho), herpes, tuberculose, hepatite e até as sexualmente transmissíveis como a sífilis e a gonorréia. A hepatite, por exemplo, é a inflamação do fígado que possui atualmente 5 tipos conhecidos (A, B, C, D e E). Para a hepatite B há vacina, mas a hepatite C que é ainda mais grave, não há vacina, e pode levar o seu portador a um câncer de fígado.

Nos últimos dias tem sido divulgada ao público um spray  que tem como objetivo evitar que se pegue alguma doença por meio do beijo. Entretanto, a forma mais eficiente de proteção dos “ficantes” seria conhecer o estado bucal e a saúde geral de cada parceiro de festa. Como isso não é possível nestas circunstâncias, podemos sugerir que aqueles que pretendem  “ficar” neste carnaval, cuidarem de sua própria boca. Já está comprovado que algumas lesões na boca podem funcionar como “porta de entrada” para determinadas doenças. Atitudes aparentemente simples como escovar os dentes e a língua, utilizar o fio dental e verificar se não há sangramentos gengivais, áreas mais vermelhas e feridas na mucosa como também a presença de cáries, podem representar muito no caminho da prevenção.

Portanto, se surgirem feridas, machucados como aftas, sangramentos, dores, gosto ou cheiro bucal ruim, ou qualquer coisa anormal em sua boca, ou nos lábios é indicado que você procure um dentista sempre, mas principalmente antes de “ficar” neste carnaval!

Aos pais fica um recado: conversem com seus filhos e esclareçam a respeito deste importante assunto, para que tudo sempre acabe em festa. Isso permitirá que todos tenham uma boa saúde e claro, uma boca bem cuidada, um hálito agradável e muitos carnavais pela frente. Assim, será maior a chance do beijo ser algo inesquecível por ter sido bom e não por ter provocado uma doença!

 

Mononucleose: é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e, depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo. A Mononocleose pode ser uma doença assintomática, ou apresentar sintomas que incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos linfonodos, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço.

 

Cárie: doença infectocontagiosa, causada por bactérias, que provoca a desmineralização do esmalte do dente, levando a perdas irreversíveis de tecido dentário.

 

Candidose: Infecção pelo fungo cândida albicans que se manifesta geralmente como placas brancas que se destacam quando raspadas, deixando um leito avermelhado.

 

Herpes: infecção causada pelo vírus herpes humano (HSV 1 e 2) que se caracteriza pelo aparecimento de pequenas bolhas, que dão lugar a uma ferida com crosta, especialmente nos lábios e nos genitais, mas que podem surgir em qualquer outra parte do corpo.

 

Tuberculose: Doença grave, transmitida pelo ar ou pela saliva, que pode atingir todos os órgãos do corpo e, em especial, os pulmões. O microorganismo causador da doença é o bacilo de Koch, cientificamente chamado Mycobacterium tuberculosis.

 

Hepatite: inflamação do fígado causada pelo vírus da hepatite. Atualmente são conhecidos 5 tipos de hepatite (A, B, C, D e E). Para a hepatite B há vacina, mas a hepatite C é ainda mais grave, não tem vacina, e pode levar o seu portador a um câncer de fígado.

 

Sífilis: doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. Se não tratada, progride tornando-se crônica e com manifestações sistêmicas, levando à morte.

 

Gonorréia: A gonorréia ou blenorragia é a mais famosa dentre as doenças sexualmente transmissíveis, sendo causada pela bactéria Neisseria Gonorrhoeae (gonococo). Na boca assume a aparência de algumas gengivites.

 

Dra. Cristina Cavalari – CRO 4408

Professora da Universidade Católica de Brasília
Membro da Equipe Humanus